A origem da palavra significa “Deus o acompanhe”. ¿Será possível
então que a solidão física nos aproxima de Deus ou que quando nos despedimos de alguém
conseguimos estar mais próximo dessa pessoa através do Deus/amor/alma que permanece em nós?
A palavra "Adeus" pode ter um valor penoso para nós, que
tememos a solidão. Que abafamos as nossas expressões de loucura ou de criatividade para nos sentirmos
integrados. Que preferimos uma relação infeliz do que a dureza de viver só, sem esperança.
Que desejamos viver entre o maior número de pessoas como se as memórias que deixamos nos
outros nos dessem um pouco mais de vida.
Em todas estas situações e em todas aquelas que tememos
verdadeiramente a chegada da palavra "Adeus", não estamos mais a mostrar que já nos despedimo-nos
de nós próprios. A solidão só existe em quem se abandonou aos caprichos do ego dominador, em quem
se rendeu aos ditames da sociedade ou dos seus próximos e em quem se sente sozinho no
meio da multidão que o aplaude.
Mas quando chega a altura certa para dizer Adeus? Quando
sabemos que estamos mais acompanhados e mais felizes longe de quem ou daquilo que nos
despedimos. Todo o Adeus que vem como um grito do ego, por orgulho ou para marcar posição
é um Adeus vulnerável e fraco. É um “tchau” que nos distancia cada vez mais... do outro e do
nosso caminho.
Numa relação amorosa, um adeus traz silêncio, menos afecto,
menos ruído ou cor, mas pode trazer tranquilidade, maturidade e sabedoria, quando a palavra
surge do coração e não do ego. Quando o "Adeus" é o melhor para todos é um completo acto de amor e de
crescimento.
¿Será então que é quando nos conseguirmos despedir do outro,
de uma situação ou do mundo sem mágoa que nos encontramos mais próximos a Deus?
0 comments:
Post a Comment