A voz suave do mar respira calma
Como as minhas recordações respiram vida
E trazem de volta mil pedaços
Que um dia se espalharam no mar.
Junto os pedaços que me embalam,
Preencho os vazios com a imaginação
E faço um retrato deformado mas real
Tão real como a vida que cremos autêntica.
Colo o retrato que construí ao retrato anterior
Mas a moldura não é tão ingénua como eu
E o mundo deixa de fazer sentido
Pelo menos enquanto alguém vestir uma roupa que não a sua.
E rio do que julgamos ser,
Rio do que fabricamos para encaixar em molduras criadas pelas leis do medo.
Sei que um dia vamos rir disto juntos
E Respiro calma, o tempo todo calma.
Nota: Escrevi isto em 2011 para um amigo que infelizmente cometeu suicídio.
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