Tuesday, 17 September 2013

Pedaços de realidade

A voz suave do mar respira calma
Como as minhas recordações respiram vida
E trazem de volta mil pedaços
Que um dia se espalharam no mar.

Junto os pedaços que me embalam,
Preencho os vazios com a imaginação
E faço um retrato deformado mas real
Tão real como a vida que cremos autêntica.

Colo o retrato que construí ao retrato anterior
Mas a moldura não é tão ingénua como eu
E o mundo deixa de fazer sentido
Pelo menos enquanto alguém vestir uma roupa que não a sua.

E rio do que julgamos ser,
Rio do que fabricamos para encaixar em molduras criadas pelas leis do medo.
Sei que um dia vamos rir disto juntos
E Respiro calma, o tempo todo calma.

Nota: Escrevi isto em 2011 para um amigo que infelizmente cometeu suicídio.

0 comments:

Post a Comment